Ontem à noite testei um sistema inovador que pretende revolucionar a sociedade carioca, quiçá a brasileira!
O sistema de bicicletas de aluguel da prefeitura do RJ. Merchandising a parte, é um serviço em parceria com o banco Itaú e devo dizer: funciona e é fantástico. Mas onde está a ciência, objeto e objetivo deste blog? Oras, para pegar a bicicleta, saquei meu smartfone (completo o merchandising, era um Samsung...), fiz um, dois, três cliques, digitei um número e pronto. Puxei a bicicleta e feliz saí a pedalar pela praia de Copacabana. Em segundos eu estava usando uma bicicleta que não era minha e cujo aluguel eu havia pago mexendo apenas uns 3 músculos.
O mais impressionante é pensar que a tecnologia que proporciona tal facilidade praticamente nasceu na mesma época que eu. Pensar que no tempo de nossos avós, falar ao telefone era uma dificuldade! Discar um número! "Discar" certamente já é um verbo obsoleto, pois agora há teclas e elas mesmo já estão se tornando obsoletas.
Fiquei pedalando e me questionando: quais novas tecnologias virão para que eu me sinta como minha avó, ao sentar-se na frente de um computador? Será a realidade aumentada, o máximo de inserção em uma realidade virtual, que virá me deslocar pro cantinho da obsolência? Será que a física quântica e seus teleportes vão fazer com que eu me sinta como os caipiras que, ao ver uma escada rolante, temem usá-la e preferem os tradicionais degraus imóveis? Quando eu tiver que fazer uma ponte de safena, será que preferirei morrer a deixar nanorobôs futucarem minhas artérias?
Só o tempo dirá quais avanços da tecnologia teremos e temeremos. Mas certamente ficarei feliz quando os cientistas de nosso tempo provarem que telepatia é possível.
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