domingo, 11 de março de 2012

Experimentos de sábado a noite.

Ontem à noite testei um sistema inovador que pretende revolucionar a sociedade carioca, quiçá a brasileira!
O sistema de bicicletas de aluguel da prefeitura do RJ. Merchandising a parte, é um serviço em parceria com o banco Itaú e devo dizer: funciona e é fantástico. Mas onde está a ciência, objeto e objetivo deste blog? Oras, para pegar a bicicleta, saquei meu smartfone (completo o merchandising, era um Samsung...), fiz um, dois, três cliques, digitei um número e pronto. Puxei a bicicleta e feliz saí a pedalar pela praia de Copacabana. Em segundos eu estava usando uma bicicleta que não era minha e cujo aluguel eu havia pago mexendo apenas uns 3 músculos.
O mais impressionante é pensar que a tecnologia que proporciona tal facilidade praticamente nasceu na mesma época que eu. Pensar que no tempo de nossos avós, falar ao telefone era uma dificuldade! Discar um número! "Discar" certamente já é um verbo obsoleto, pois agora há teclas e elas mesmo já estão se tornando obsoletas.
Fiquei pedalando e me questionando: quais novas tecnologias virão para que eu me sinta como minha avó, ao sentar-se na frente de um computador? Será a realidade aumentada, o máximo de inserção em uma realidade virtual, que virá me deslocar pro cantinho da obsolência? Será que a física quântica e seus teleportes vão fazer com que eu me sinta como os caipiras que, ao ver uma escada rolante, temem usá-la e preferem os tradicionais degraus imóveis? Quando eu tiver que fazer uma ponte de safena, será que preferirei morrer a deixar nanorobôs futucarem minhas artérias?
Só o tempo dirá quais avanços da tecnologia teremos e temeremos. Mas certamente ficarei feliz quando os cientistas de nosso tempo provarem que telepatia é possível.

domingo, 23 de maio de 2010

Explicando termos, em termos...

Um grande cientista que muito admiro despertou desde cedo em mim o interesse... tá bom, corrijo... a neurose por definir bem as coisas. Para que todo mundo se entenda, alhos são alhos, bugalhos não.
Então, explico o paradigma.
No caso, o do vovô.
Nossa bela história começa em Macaé-RJ, quando em uma inspirada tarde, meu tio querido, preferido e único, mas também engenheiro, resolveu nos brindar, a mim e a meus amigos e primos, com uma palestra sobre "paradigma". Por mais que eu vagamente lembre (faz mais de 15 anos, né!) que ele se esforçou bastante, sinceramente não sei se foi ali que aprendi, ou apenas fiquei com a palavra à la paralelepípedo num cantinho da mente.
Felizmente, a natureza sempre acha um caminho e, em uma outra ocasião, surge novamente a palavra. Quando éramos crianças, eu e uns amigos em viagem de carnaval escutamos a pérola de Silvio Santos "A pipa do vovô não sobe mais". Ah Lady Gaga, isto sim era um hit... Sabe-se lá por que cargas d´água alguém soltou uma pérola: ao invés de cantar que a pipa do vovô não subia mais, soltou-se "o paradigma do vovô não sobe mais"... na beira da praia, com dedinhos pra cima e ritmo de carnaval. Devo dizer que tenho uma imagem bem viva do indivíduo que lançou o torpedo, mas não sei por que o fez, nem como ele ficou sabendo do paradigma do meu tio. (assim é a ciência, às vezes não se sabe o caminho percorrido, mas o destino era aquele mesmo!)
Hoje, depois de Microbiologista formada e Comunicadora em formação, acho lindo aquele insight.
Uma frasezinha dita em ritmo de brincadeira num carnaval perdido pré-ano 2000 tem um significado monstruoso no mundo em que crescemos! Paradigmas, modelos, padrões... os do vovô definitivamente não sobem mais. Sejam eles científicos, sociais, antropológicos, religiosos...
Já falei da minha formação, é importante falar da minha personalidade. Microbiologista, comunicadora e iconoclasta em espírito, prazer. Sempre adorei questionar, sempre adorei quebras de paradigmas. Essa é minha busca, meu passatempo, meu prazer. Só que sei que, às vezes, panela velha é que faz comida boa, clichês funcionam e tradição cultural vale.
Então é pra isso que criei esse blog. Quero romper com as armaduras antigas e trazer a vocês nossas novas estruturas, bases, esqueletos; o que nós, crianças que transformamos paradigmas em brincadeiras de carnaval, hoje fazemos, agora que estamos tomando as rédeas do mundo. Vale o que era, ou isso já foi?

Vamos ver se o paradigma do vovô não sobe mais mesmo...